Por: Redacção / HB | 3- 7- 2010 23: 42
O dissente cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome deste 24 de Fevereiro, encontra-se em estado muito grave e corre
perigo de vida.
Numa invulgar entrevista dada ao diário cubano «Granma», Armando Caballero, chefe dos serviços de
terapia intensiva do hospital provincial de Santa Clara (onde Fariñas se encontra internado), disse que os médicos pouco mais
podem fazer pelo dissidente do regime.
Guillermo iniciou o protesto depois da morte de Orlando Zapata, um preso político
que não resistiu a 85 dias de greve de fome. No dia 11 de Março, já muito fragilizado, por recusar a ingestão de sólidos nem
líquidos, foi hospitalizado e sujeito a alimentação intravenosa.
Contudo, a formação de um coágulo na veia jugular
colocou-o perante uma iminente trombose fatal.
Armando Caballero assegura que todos os cuidados foram prestados a
Fariñas, que nos últimos meses já sofreu quatro infecções.
O correspondente em Cuba do jornal espanhol «El País»
refere, citando dados recolhidos junto de fontes dissidentes, que esta publicação no «Granma» poderá ser uma preparação da
morte do dissidente e uma forma de propaganda por parte do regime, que assegura que todos os cuidados foram prestados pelos
serviços de saúde do país.
Além de ser uma forma de protesto pela morte de Zapata, a greve de fome de Fariñas tem
também como objectivo exigir a libertação de 26 presos políticos que se encontram doentes.
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