Os venezuelanos vão ter de pagar dez vezes mais pelo preço oficial do quilo de farinha de milho e mais caro ainda que o valor pedido pela Associação Venezuelana de Milho (AVM), segundo uma listagem publicada esta terça-feira pela Superintendência de Preços Justos da Venezuela.

Segundo a tabela divulgada oficialmente, o quilo de farinha de milho pré-cozida passa de 19,00 para 190,00 bolívares por quilo (de 1,69 euros para 16,96 euros à taxa oficiam Dicom), em contraste com o ajuste para os 115,00 bolívares (10,26 euros) que a AVM pedia ao executivo.

Na Venezuela há a tradição diária de comer, ao pequeno-almoço, uma ou duas "arepas", uma massa redonda e achatada de milho, que depois de frita ou assada é usada como se fosse pão e que à hora de ir para a mesa é recheada com fiambre, queijo, peixe ou carne.

O país de Nicolás Maduro vive uma crise económica e um ambiente de forte contestação social. Com o aumento do preço da farinha, também ficou a saber-se que a Coca-Cola parou a produção por falta de açúcar. 

A empresa que produz a Coca-Cola na Venezuela informou que se esgotaram os 'stocks' de açúcar refinado para uso industrial, levando-a a interromper temporariamente a produção de refrigerantes que contêm esse ingrediente.

“A falta de açúcar implica a interrupção temporária das linhas de bebidas elaboradas com esta matéria-prima, pelo que se mantém em operação as linhas de produtos sem açúcar, tais como água e coca-cola light”, refere o comunicado difundido na segunda-feira.