Pelo menos 29 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, incluindo mulheres e crianças, após um ataque aéreo a um campo de refugiados no Iémen. A denúncia parte de grupos de ativistas e voluntários no terreno.

Um porta-voz dos Médicos Sem Fronteiras afirmou ao «Mashable» que «pelo menos 34 pessoas feridas no ataque foram transportadas de ambulância até ao hospital da organização.»

Testemunhas no campo Al Mazraq afirmam que o ataque aéreo provocou um grande número de feridos.

Nas redes sociais, várias imagens mostram isto mesmo: crianças feridas com as roupas ensanguentadas.

 
O campo Al Mazraq foi criado junto à cidade fronteiriça de Haradh, na parte ocidental do país e conta com cerca de 5000 refugiados que fugiram de áreas de conflito. A crise no país e os recentes ataques aéreos têm levado a um aumento dos deslocados.
  A UNICEF é uma das organizações que presta assistência às crianças no local.

 
A crise no Iémen tem ameaçado as condições de segurança no país, nas últimas semanas.

Depois de terem tomado a capital Sanaa em setembro do ano passado, as milícias houties lançaram uma ofensiva sobre a segunda maior cidade do país, Aden. Devido ao avanço dos rebeldes o presidente do Iémen acabou mesmo por fugir, exilando-se na Arábia Saudita.

A Arábia Saudita, por sua vez, lançou uma operação militar no Iémen, com vários ataques aéreos, que envolve «mais de dez países», para defender o Presidente iemenita, contestado pelos rebeldes.

Por outro lado, para além da crise interna o Iémen vê-se a braços com a presença de células terroristas ligadas à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico. Um atentado do Estado Islâmico a duas mesquitas fez mais de 100 mortos a 20 de março.

A insegurança no país foi o motivo pelo qual os EUA decidiram retirar o seu pessoal do Iémen.

Outro efeito desta instabilidade é o aumento do preço do petróleo, que por sua vez, influencia os mercados.