"Liberdade, liberdade!". Nem os gritos dos migrantes demoveram as autoridades da Hungria, que anunciaram por altifalantes o encerramento do terminal ferroviário de Budapeste, impedindo-os de rumar para a Áustria e para a Alemanha, o destino que ambicionam. 

Embora a Hungria tenha reaberto o terminal, passado mais de uma hora, os migrantes continuaram a ser barrados, segundo a agência de notícias húngara MTI, que é citada pela Reuters. 

A imprensa internacional dá conta do olhar fixo com que miravam as placas de informação, com a indicação de "partida" e de "chegada", num desespero que originou tumultos. 

Os migrantes foram expulsos da estação e, lá fora, os gritos clamando por liberdade dos refugiados da Síria e de outros países do Médio Oriente passaram indiferentes à polícia. 

Testemunhos dão conta das centenas de euros gastos em bilhetes.

Terão chegado, só esta terça-feira, cerca de 3.650 migrantes à Hungria, a maioria com o intuito de viajar até à Alemanha. 

A Hungria quer que a Alemanha clarifique a situação dos imigrantes ilegais, depois de Berlim ter alegadamente manifestado a sua recetividade aos refugiados da Síria, o que precipitou a entrada de milhares de pessoas no país, que aguardam agora nas estações de comboio de Budapeste. 

Ministros do Interior da União Europeia vão reunir-se dia 14 de Setembro para tentar uma solução conjunta sobre o drama dos migrantes.

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