ACTUALIZADA ÀS 14H00

Uma centena de pessoas foi detida para interrogatório no Estado paquistanês do Punjab, depois do ataque de terça-feira à equipa de críquete do Sri Lanka. As autoridades do Paquistão reconhecem, no entanto, que entre os detidos não está nenhum dos 12 homens directamente envolvidos no ataque.

Na cidade de Lahore, acendem-se agora velas pelos que morreram na emboscada feita ao autocarro que transportava a equipa de críquete do Sri Lanka para um jogo no estádio da cidade. Entre as vítimas do atentado estão sete paquistaneses, entre eles seis polícias. A polícia local admite que nenhum dos 12 atacantes foi ainda localizado.

A estação de televisão norte-americana CNN, noticia que as buscas receberam o impulso de uma recompensa de 10 milhões de rupias (100 mil euros) para incentivar a entrega de informações válidas para a investigação. Para além disso, imagens das câmaras de vigilância forneceram imagens: duas fotografias de dois dos atacantes que a polícia paquistanesa já divulgou.

O ataque não foi reivindicado, mas faz parte da panóplia de tensões que faz do Paquistão um dos países mais perigosos do Mundo.

O ministro paquistanês do Interior, Rehman Malik, afirmou que o país está em estado de guerra e anunciou que um relatório preliminar da investigação ao caso será divulgado nas próximas horas.

O Paquistão não acusou nenhum grupo terrorista pelo atentado, embora Malik tenha dito terça-feira que não se deve descartar que tenha havido «intervenção estrangeira».

Já o Presidente Zardari acredita que a luta anti-terrorista no país é uma batalha existencial que o Paquistão vai ter que vencer.

A equipa de críquete do Sri Lanka já deixou entretanto o Paquistão. Salim Altaf, da direcção do críquete paquistanês, confirmou que um voo especial partiu de um aeroporto na cidade de Lahore, no Leste do Paquistão, com destino a Colombo. Altaf acrescentou que dois jogadores hospitalizados depois do ataque de terça-feira estavam a bordo do avião.