Uma ação militar na Síria intensificaria o sofrimento da população que permanece no país e afastaria uma solução negociada para a guerra civil, concluiu um relatório da comissão das Nações Unidas (ONU) que investiga os crimes na Síria.

Formada por juristas e encabeçada pelo brasileiro Sérgio Pinheiro, a comissão divulgou hoje em Genebra o seu mais recente relatório sobre a situação na Síria, que cobre o período de 15 de maio a 15 de julho.

No documento, os peritos da ONU acusam tanto as forças governamentais como os grupos armados da oposição de «crimes de guerra» e registam a «radicalização dos grupos rebeldes armados» à medida que aumenta o número de combatentes estrangeiros no conflito.

Ainda sobre a Síria, a comissão das Nações Unidas que investiga os crimes contra os Direitos Humanos na Síria denunciou esta quarta-feria «crimes contra a humanidade» cometidos pelas forças governamentais e «crimes de guerra» cometidos pela oposição armada.

«As forças governamentais continuam os ataques em larga escala contra as populações civis, cometendo mortes, torturas, violações e desaparecimentos forçados, considerados crimes contra a humanidade», adianta a comissão de juristas no seu mais recente relatório divulgado esta quarta-feira em Genebra.

A comissão, liderada pelo jurista brasileiro Sérgio Pinheiro, denuncia igualmente «as forças antigovernamentais que cometeram crimes de guerra, mortes, execuções sumárias, torturas e sequestros».