Um homem de 49 anos foi esta quarta-feira declarado culpado do assassinato de três mulheres na Austrália. O mistério ficou resolvido depois de uma das mais importantes e duradouras investigações criminais no país.

Bradley Robert Edwards foi condenado pelo tribunal da Austrália Ocidental no "Caso de Claremont", que deu como provada a autoria do australiano nas três mortes em 1996 e 1997.

Sarah Spires, Jane Rimmer e Ciara Glennon morreram em ocasiões distintas na cidade de Perth, mas os crimes foram cometidos perto de Claremont, o bairro que deu nome à investigação.

O homem já estava preso desde 2016 pelo assassinato de Jane e Ciara, mas só agora conseguiu provar-se que Bradley foi também responsável pela morte da terceira vítima, Sarah, crimes dos quais diz ser inocente.

Em 2016, a polícia tinha considerado um "avanço significativo" a ligação de Bradley às duas mortes, uma vez que o mistério à volta do caso durava há 20 anos. À data da detenção de Bradley, o comissário Karl O'Callaghan afirmou acreditar que o homem tenha agido sozinho.

Jane tinha 23 anos quando desapareceu, depois de uma saída na discoteca Club Bay View com amigos na noite de 9 de junho de 1996. O corpo foi descoberto dois meses mais tarde a cerca de 45 quilómetros de Claremont.

Ciara, 27 anos, desapareceu a 14 de março de 1997, também depois de uma saída à noite. A mulher foi encontrada morta três semanas depois numa floresta a cerca de 50 quilómetros de Perth.

O corpo de Sarah, de 18 anos, nunca foi encontrado, mas provou-se agora que o autor deste crime foi o mesmo. A adolescente foi vista pela última vez na mesma discoteca que Jane a 27 de janeiro de 1996.

A investigação durou mais de duas décadas e chegaram a ser oferecidas recompensas a rondar os 150 mil euros em troca de informações. No decorrer da investigação, um homem foi preso, mas mais tarde libertado por ter provado a inocência.  

Esta já foi a maior e mais complexa investigação policial na história da Austrália. Centenas de policiais trabalharam neste caso nos últimos 20 anos", afirmou o agente O'Callaghan.

Estes não foram os primeiros crimes a que o australiano foi associado. Em 1988 e 1995 tinha já sido acusado de agredir sexualmente duas mulheres. Também aqui diz ser inocente.