Uma mulher de 63 anos é acusada de ter assassinado a ex-mulher do filho em Atlanta, nos EUA. A vítima, educadora de infância, era mãe de duas crianças, com sete e oito anos.

A alegada homicida, Elizabeth Brown Wall, chamou os netos para o carro e de seguida ligou ao filho, que estava a trabalhar, para ir ter com as crianças. Depois, entrou dentro de casa e matou a ex-nora, de acordo com a polícia de Cobb County.

Após o telefonema, o filho, Jerrod Wall, tentou ligar de volta, mas a chamada não foi atendida. Depressa se fez ao caminho para encontrar as crianças e falou com o filho mais velho, ao telemóvel, que o informou que a mãe e a avó estariam no interior da casa e que tinha ouvido tiros, de acordo com dados da polícia local aos quais o jornal My AJC teve acesso.

Quando o pai das crianças entrou na casa, Jenna, de 35 anos, estava morta na cozinha e a mãe estava na sala com uma armada apontada à cabeça. Após intervenção policial, a alegada homicida foi imediatamente detida.

O casal estava desde 2015 em processo de divórcio para pôr fim a 12 anos de casamento, do qual resultaram os dois filhos.

De acordo com a CBS46, o ex-marido respondeu ao pedido de divórcio alegando que a mulher tinha um caso com um namorado da escola secundária enquanto ambos ainda eram casados, facto que foi confirmado por Jenna após o pedido de divórcio.

De acordo com o mesmo canal de informação, Jerrod lutou pela custódia dos filhos alegando que Jenna estava “emocionalmente e financeiramente instável”.

Jenna tinha uma carreira no setor das vendas e gestão, mas era licenciada em sociologia e psicologia, motivo pelo qual regressou à Universidade de Mercer, na Geórgia, para completar a formação e obter o certificado de professora.

Atualmente, Jenna era educadora de infância na escola de Kemp Elementary, nos Estados Unidos.

A minha grande paixão é trabalhar com crianças", escreveu Jenna na página pessoal do blog da escola, onde se podem encontrar fotos com os filhos, que a professora agradece como “o melhor presente que Deus lhe deu”.

A diretora da escola, Shea Thomas, reagiu à morte da professora, lamentando a perda:

Jenna era uma pessoa muito querida na escola – estamos todos de coração partido. Era uma excelente professora, uma amiga preocupada e uma mãe amorosa. Os filhos eram tudo para Jenna. O espirito positivo e o sorriso dela vão fazer muita falta”, disse a diretora à revista People

Além de ser acusada de homicídio qualificado, Elizabeth Wall, foi também acusada, esta quinta-feira, de agressão agravada, posse de arma durante um crime,  e crueldade para com as crianças, de acordo com a polícia de Cobb County.

A investigação está a decorrer e ainda não são conhecidos os verdadeiros motivos do homicídio.