Colleen Ritzer foi assassinada por um dos seus alunos, na casa de banho do liceu, na passada terça-feira. Aconteceu no liceu de Danvers, no Massachusetts, Estados Unidos. A jovem professora de matemática foi morta com um x-ato, alegadamente, por um aluno seu de 14 anos, Philip Chism, escreve a CNN.

O corpo foi escondido num contentor de reciclagem e levado para fora da escola. Depois, largado a poucos metros, atrás do campo de futebol do liceu. Não foi enterrado, nem coberto. Depois do crime, segundo a CNN, que cita fontes ligadas ao processo, o jovem terá ido jantar fora e ao cinema. Não voltou a casa.

«Porquê?» Esta é a pergunta para a qual ninguém parece ter resposta. Ela era uma docente popular entre os alunos, sempre pronta a ajudar. Ele um jovem reservado, mas bem comportado.

Philip Chism foi detido, na madrugada de quarta-feira, e vai continuar preso. Não lhe foi dada possibilidade de liberdade sob fiança. Apesar dos seus 14 anos, quando for acusado pelo crime, será julgado como um adulto,como prevê a lei de Massachusetts. Falta saber se será por homicídio qualificado ou simples.

Chism não era um aluno muito participativo nas aulas, mas era «bom aluno», dizem os colegas. Passava muito tempo a fazer desenhos e a ouvir música nas aulas de álgebra, lecionadas por Colleen Ritzer.

Na terça-feira, a professora pediu-lhe para ficar depois do toque para o intervalo.

Outro aluno, ainda os viu, aos dois na sala. Ela na secretária e ele a duas ou três cadeiras de distância, também sentado. A dada altura, a professora foi à casa de banho e o adolescente seguiu-a.

Na noite do dia do crime, terça-feira, o jovem não regressou a casa. Nessa mesma noite, as autoridades, deram início às buscas pelo adolescente. Horas depois, a polícia recebe outro telefonema a dar conta de outro desaparecimento. O da professora. Ninguém suspeitava que os casos estavam ligados e a docente morta.

Depois de encontrarem o rapaz, em pouco tempo, foi feita a sua detenção e o corpo da professora descoberto. Ninguém sabe se o jovem confessou alguma coisa ou se a polícia descobriu a ligação dos casos, através das câmaras de vigilância da escola.

O caso chocou a comunidade local e não só. A escola voltou a funcionar esta sexta-feira, mas a zona da casa de banho, onde ocorreu ocrime, continua vedada. E assim vai permanecer mais uns tempos. «Porquê» é a pergunta que todos fazem e todos querem ver respondida. Para quem conhecia ambos, nada disto parece fazer sentido.