Crianças de todas as idades foram fotografadas com desenhos de personagens do jogo Pokémon Go com o objetivo de chamar a atenção da comunidade internacional para o sofrimento dos que lidam diariamente com a guerra. 

Quando o mundo saí à rua para "caçar" Pokémons, as crianças sírias encontraram uma nova forma para chamar a atenção da comunidade internacional. São meninos a quem a infância é ameaçada diariamente, não jogam Pokémon GO, mas também têm um "Pikachu".

A iniciativa foi do Exército Livre da Síria, que aproveitou o mediatismo do jogo da Nintendo para sensibilizar os internautas sobre o que se passa com as crianças na Síria. Foram lançadas duas hashtags no Twitter da RSF - meio de comunicação ligado ao Exército Livre -, que rapidamente se tornaram virais.

#PokémonInSyria e #PrayForSiria mostram crianças a segurar uma folha com uma personagem desenhada e acompanhada da frase: "Há muitos Pokémons na Síria, vem salvar-me" ou então "Estou na Síria, vem salvar-me".

De acordo com o jornal The Guardian, as crianças foram fotografadas em Hama e Idlib, na Síria, onde ocorrem diversos bombardeamentos aéreos, principalmente por forças de oposição ao presidente Bashar al-Assad.

 

O Pokémon Go surgiu no mundo das aplicações para telemóvel como a galinha dos ovos de ouro da Nintendo e está a contagiar o mundo. Só em Portugal, o número de utilizadores já ultrapassou um milhão desde sexta-feira. O objetivo recorda a série de desenhos animados e manda "apanhá-los todos", para isso o jogador tem de seguir o caminho indicado na aplicação até encontrar o Pokémon e capturá-lo.