A Polícia Nacional espanhola anunciou, esta sexta-feira, a detenção de 18 pessoas e a constituição de 11 outros arguidos por distribuir pela Internet vídeos que mostram abusos sexuais de crianças com entre quatro e seis anos.

Em comunicado, a Polícia explica que na operação se confiscaram 80 discos rígidos, 7 CPU, 10 computadores portáteis e mais de 200 suportes de armazenamento em diferentes formatos com imagens e vídeos.

Os agentes localizaram 38 conexões através das quais se realizaram descargas e se distribuíram grandes quantidades de arquivos com pornografia infantil, na sequência de uma investigação que começou com várias denúncias de cidadãos em Múrcia.

Os denunciantes deram conta às autoridades da existência de vários vídeos que mostravam abusos sexuais a menores e que circulavam através de redes de intercâmbio de arquivos na Internet.

Estes arquivos, junto a outros idênticos, detetados em operações anteriores contra a distribuição de pornografia, foram utilizados por agentes especializados para realizar um rastreamento em uma conhecida rede de intercâmbio de arquivos e assim localizar as conexões através das quais os vídeos estavam a ser distribuídos.

Foi assim possível detetar 29 alegados responsáveis de crimes de posse e distribuição de pornografia infantil, tendo-se realizado 38 rusgas em vários pontos de Espanha.

A polícia espanhola explica que este tipo de operações permitem não só por a salvo menores vítimas de abusos em Espanha, mas também localizar, identificar e por a salvo vítimas em todo o mundo, graças à colaboração através da Interpol e Europol.

«A colaboração dos cidadãos é um elemento essencial para detetar a presença de material pornográfico infantil na Internet», refere a nota.

A polícia refere que a maioria dos detidos são casados ou estavam em relacionamentos e que «grande parte dos consumidores de materiais audiovisuais de pornografia infantil termina procurando ter relações com um menor de idade, isto é, passa de ser um espetador a um participante ativo, convertendo-se assim em criminoso sexual».