O Presidente francês, François Hollande, afirmou esta segunda-feira que está a fazer «todos os possíveis» para conseguir que o país tenha um crescimento superior a 1%, tanto este ano como no próximo, valor mínimo para poder baixar o desemprego.

Em entrevista à emissora France Inter, Hollande disse que está a fazer «todos os possíveis para conseguir um crescimento de mais de 1%» porque «só se criará emprego de forma duradoura de houver crescimento».

Entre os meios para o conseguir, falou do chamado «pacto de responsabilidade» que reduz em larga escala as contribuições patronais das empresas porque acredita que «é importante ser o mais competitivo possível».

Questionado sobre o que pretende privilegiar, a descida de impostos ou a redução do buraco das contas públicas, caso consiga um crescimento superior ao esperado, Hollande respondeu que seria «a redução do défice» por ser necessário tirar o país de uma situação de endividamento.

Ainda assim, reiterou o compromisso de «não criar novos impostos a partir de 2015».

Na mesma entrevista, o Presidente francês abordou também questões internacionais, apelando à Grécia para respeitar os seus compromissos europeus, numa altura em que se levantam possibilidades de uma saída da zona euro.

«Os gregos são livres de escolher o seu próprio destino. Mas, dito isto, há certos compromissos que foram feitos e todos devem, obviamente, ser respeitados», afirmou.

Ainda na arena internacional, Hollande defendeu que sanções de natureza mais dura contra a Rússia devem ser levantadas se forem feitos progressos na resolução da crise ucraniana.

«Acho que as sanções devem parar agora. Devem ser levantadas se houver progressos. Se não houver progresso, as sanções mantêm-se», disse.