Os primeiros resultados da autópsia feita ao homem português que morreu no domingo em Crawley, 50 quilómetros a sul de Londres, indicam que foi agredido na cabeça, adiantou esta terça-feira a polícia do condado britânico de Sussex.

«Resultados iniciais da autópsia sustentam a suspeita de que a vítima foi agredida e sofreu ferimentos na cabeça entre as 22:00 horas de sábado e as 03:25 horas de domingo, quando o seu corpo foi descoberto», informaram as autoridades em comunicado.

O homem português, de 45 anos, cuja identidade não foi revelada, foi encontrado de madrugada inconsciente e ferido com gravidade, tendo sido assistido no local por paramédicos antes de ter sido levado para o Royal Sussex County Hospital em Brighton, onde acabou por morrer poucas horas depois, no domingo à tarde.

A polícia diz estar a colaborar com as autoridades portuguesas para tentar identificar a vítima e encontrar os familiares, mas não confirmou dados alegadamente recolhidos por um dirigente da associação portuguesa de Crawley.

Atribuindo a informação à polícia britânica, Manuel Santos disse que a vítima seria originária de Lisboa e estaria há apenas quatro dias no Reino Unido, dos quais duas noites passadas no aeroporto de Gatwick.

A polícia de Sussex iniciou uma investigação de homicídio, tendo detido no mesmo dia quatro residentes locais, três homens de 23, 33, 48 anos e uma mulher de 22 anos, cujo período para serem interrogados foi entretanto estendido por um juiz até quarta-feira.

Duas áreas junto ao beco onde se registou o crime continuam vedadas e sujeitas a perícias, mas a comandante distrital de Crawley, Justina Beeken, afastou as suspeitas de envolvimento de elementos sem-abrigo que têm um acampamento perto.

«Queria assegurar à comunidade que acreditamos que este é um incidente isolado. Embora tenham existido algumas queixas de comportamento antissocial e de consumo de álcool em zonas públicas na área, são muito raros os casos de violência», afirmou a polícia, citada num comunicado.