A polícia timorense anunciou esta quinta-feira que ocupou a sede do Conselho Popular de Defesa de Timor-Leste, na sequência da resolução do Parlamento que pede medidas para anular tentativas de instabilidade e ameaças ao Estado.

A operação, que decorreu na quarta-feira em Díli, faz parte da «atividade policial em termos de medidas de segurança no âmbito da resolução», afirmou aos jornalistas o comandante-geral da Polícia Nacional de Timor-Leste, o comissário Longuinhos Monteiro.

Longuinhos Monteiro falava aos jornalistas no final de um encontro com o Presidente timorense, Taur Matan Ruak, durante o qual foi discutida a aplicação da resolução do Parlamento.

Segundo o comissário, nenhum elemento do CPD-RDTL (Conselho Popular de Defesa da República Democrática de Timor-Leste) foi detido, mas prestaram «informações».

O CPD-RDTL é um grupo de ex-veteranos, liderado por António Matak, que após a restauração da independência realizou várias manifestações em Díli a exigir o reconhecimento da independência proclamada em 1975, bem como a saída das organizações internacionais.

Em março de 2013, o Governo timorense já tinha acusado o CPD-RDTL de violar a lei e desrespeitar os direitos humanos, nomeadamente através da ocupação de terras particulares, públicas e da comunidade.