O "chef" franco-suíço Benoît Violier, de 44 anos, considerado um dos melhores do mundo, foi encontrado morto no domingo em casa, em Crissier, na Suíça.

Benoît Violier dirigia um restaurante em Crissier, perto de Lausanne, onde trabalhava desde os anos 1990 e que foi distinguido com três estrelas Michelin. Em dezembro de 2015, o espaço tinha sido galardoado como o melhor restaurante do mundo pelo guia francês "La Liste", uma tabela com os mil melhores restaurantes do mundo.

Benoît Violier, juntamente com a mulher, tomou conta do restaurante em 2012, sucedendo a Philippe Rochat, que considerava um segundo pai e que morreu no Verão passado.

"Benoît Violier dizia em muitas entrevistas que tinha perdido os dois pais em 2015, o verdadeiro pai em abril e o mentor, Philippe Rochat", afirma a publicação "Le Temps".

Filho de um vitivinicultor, Benoît Violier foi considerado o cozinheiro do ano em 2013 na Suíça, tendo pedido nacionalidade nesse país em 2014.

A forma inesperada como aconteceu a morte de Benoit Violier chocou a comunidade culinária mundial, e já mereceu a reação da parte de várias personalidades.  

O Guia Michelin, que esta segunda-feira lança o guia de restaurantes premiados para 2016, comentou a morte do chef, através da conta no Twitter: "Estamos chocados com a morte de Benoît Violier, um chef com imenso talento. A sua família e equipa estão no nosso pensamento."
 



Outros chefs famosos, franceses, reagiram à notícia. Marc Veyrat disse ter ficado "à deriva" com a notícia da morte de Violier e Pierre Gagnaire, foi dos primeiros a prestar a homenagem através do Twitter: “Os meus pensamentos estão com a família de Benoit Violier. Uma notícia muito triste sobre um chef extremamente talentoso…”



 
O também francês Jean François Piège utilizou também o Twitter para relembrar Violier:  “Um chef imenso, uma tristeza imensa, os pensamentos vão para a sua família e equipa."

 

A polícia abriu um inquérito para determinar com exatidão as causas desta morte. As autoridades acreditam que Benoit Violier pôs termo à própria vida.