Um homem de 24 anos foi transferido, esta quarta-feira, para o Hospital Meixoeiro, em Vigo, a partir do Hospital Universitário da Corunha por suspeitas de poder estar infetado com o vírus do ébola. A meio da tarde, chegou o resultado: negativo. 

O paciente, natural da Guiné-Conacri, chegou à Corunha no último domingo para visitar a mulher, que deu à luz recentemente, tendo aterrado primeiro em Lisboa, depois seguido de autocarro até ao Porto, onde apanhou o mesmo meio de transporte para Vigo, e finalmente outro para aquela zona da Galiza. Porém, só na terça-feira à tarde foi ao hospital.

Segundo o jornal La Voz de Galicia, com febre e diarreia há vários dias, o paciente apresentava outros sintomas compatíveis com o vírus do ébola. Cerca de 45 minutos depois de ter dado entrada no hospital foi levantada a possibilidade de se tratar de ébola, pelo que foi ativado o protocolo e o doente transportado esta manhã para o Hospital Meixoeiro, o centro de referência para o controlo desta doença na Galiza.

Esta manhã, o subdiretor-geral de Informação sobre Saúde e Epidemologia, Xurxo Hervada, e o chefe de Medicina Preventiva do hospital de Vigo, Victor del Campo, já informaram que o jovem está consciente, capaz de se mover sem ajuda, e que respondeu bem aos medicamentos antitérmicos e já não tem febre.

Xurxo Hervada disse que a probabilidade do paciente estar infetado era “muito pequena” e de facto o teste acabou por dar negativo. 

As amostras recolhidas no hospital foram enviadas para o Centro Nacional de Microbiologia de Madrid onde que procedeu à análise.

Apesar do resultado negativo, o protocolo de segurança dita que se faça um novo exame para confirmar que o primeiro resultado não foi um “falso negativo” e afastar completamente as suspeitas. 

Haverá nova conferência de imprensa na manhã de quinta-feira, para dar conta dos resultados e da evolução do estado de saúde do paciente.

Se, porventura, a doença vier a confirmar-se, o homem será transferido para o Hospital Gómez Ulla de Madrid, centro de referência nacional para o tratamento do vírus. 

Xurxo Hervada indicou que "já foram identificadas", e informadas das precauções a ter, as pessoas que tiveram contacto com o guineense.