A situação dos direitos humanos em Angola «não é perfeita, mas há progressos», disse, esta quarta-feira, à Lusa o secretário de Estado dos Direitos Humanos angolano.

Numa reação às conclusões do relatório divulgado no passado dia 27 de fevereiro pelo Departamento de Estado norte-americano, António Bento Bembe sublinhou caber ao Estado a concretização dos direitos humanos.

No seu relatório sobre a situação dos direitos humanos em 2013, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que a corrupção do Governo e do sistema judicial em Angola se regista a todos os níveis, prevalecendo uma cultura de impunidade.

«A corrupção do Governo a todos os níveis é endémica» e «generalizada», de acordo com o documento.

Para Bento Bembe, o ponto da situação é diferente. «Não posso dizer que está perfeitamente bom, mas há progressos. Enormes progressos estão sendo registados», disse, salientando caber ao Estado «uma responsabilidade insubstituível no contexto dos direitos humanos».

O secretário de Estado concedeu, no entanto, que a guerra civil em Angola «ainda tem marcas».

«Numa análise profunda das causas, não podemos deixar de mencionar a própria realidade histórica do país. Foram 30 anos em que as pessoas somente assistiram à cultura da violência. Afetou bastante as mentes dos cidadãos», argumentou.