O rinoceronte foi finalmente morto na segunda-feira, quase 18 meses após o polémico leilão, e Corey Knowlton permitiu que uma equipa da CNN acompanhasse a caçada.

 

“Nesta altura, já o mundo inteiro sabe sobre a caçada. Acho que é muito importante que as pessoas saibam que foi levada a cabo da maneira correta, quase da forma mais científica que pode acontecer”, justificou Corey a presença das câmaras, assim que chegou a África.

 

O leilão, organizado pelo Clube de Safari de Dallas tinha como objetivo angariar dinheiro para proteger espécies em vias de extinção, nomeadamente o rinoceronte negro africano, considerado uma espécie ameaçada.

 

Estima-se que não haja mais de 4 mil rinocerontes negros em ambiente selvagem.

 

"Sou um caçador. Quero ter essa experiência com o rinoceronte negro. Se eu for lá e atingir um ou não com um disparo não está em discussão", disse Corey Knowlton, em declarações à estação de televisão WFAA, na altura do leilão.

Knowlton, de 36 anos, vive em Royse City, a  cerca de 48 km de Dallas, e trabalha como guia de viagens internacionais de caçada para uma companhia baseada na Virgínia, a Hunting Consortium.

 

Os organizadores do leilão já tinham sido ameaçados, antes mesmo de realizarem o sorteio. Era suposto os vencedores ficarem no anonimato, mas o nome de Corey acabou divulgado no Facebook. Desde então, ele e a família são ameaçados. " Eles querem matar-me. Querem matar meus filhos. Querem tirar as nossas peles ainda vivos”, disse, em declarações à KTVT.

 

Os organizadores argumentam que o rinoceronte morto esta segunda-feira era um macho velho, que já não podia procriar e que provavelmente seria sacrificado de qualquer forma, porque se tinha tornado agressivo.

 

Knowlton disse acreditar que o dinheiro seria usado para salvar outros rinocerontes e responde aos críticos: “ Não sabem quem sou. Não sabem nada sobre mim. Eles nem entendem o processo.