Ativistas sul-coreanos lançaram esta sexta-feira mais de um milhão de panfletos anti-Coreia do Norte, uma ação que pode aumentar a tensão regional depois de Pyongyang ter exigido a Seul que acabe com este tipo de exercícios.

Os panfletos estavam agrupados, presos a 24 balões que um grupo de desertores da Coreia do Norte enviou para passarem por cima da fronteira fortemente militarizada, pouco depois da meia-noite, a cerca de 60 quilómetros de Seul.

Além de mensagens condenando o regime da 'dinastia' Kim, os panfletos vinham com notas de um dólar norte-americano, pequenos rádios e DVD, explicou à AFP o líder do grupo Lee Min-Bok.

Esta não é a primeira vez que mensagens anti-Pyongyang são enviados para lá da fronteira. Já este mês ativistas sul-coreanos tinham enviado panfletos para a Coreia do Norte, tendo o governo de Kim Jong-un ameaçado a Coreia do Sul com um conflito militar se o incidente se repetisse.

Coreia do Norte avisa União Europeia 

Também hoje, a Coreia do Norte alertou para «consequências imprevisíveis» caso a União Europeia (UE) apresente à Assembleia Geral da ONU uma resolução para levar o país ao Tribunal Penal Internacional, por abusos de direitos humanos.

A UE «perderá para sempre a oportunidade de discutir com a Coreia do Norte» o tema dos direitos humanos e vão verificar-se «consequências imprevisíveis», indicou a agência de notícias estatal norte-coreana, em comunicado.

A UE está a preparar uma resolução para o comité dos direitos humanos da Assembleia Geral da ONU sobre os abusos do regime de Pyongyang, com o objetivo que estes sejam remetidos para o Tribunal Penal Internacional.