A Coreia do Norte, que quebrou qualquer contacto oficial com o Sul, aceitou esta terça-feira reabrir a sua fronteira aos sul-coreanos que trabalham no parque industrial transfronteiriço de Kaesong, indicou um responsável sul-coreano, escreve a Lusa.

Segundo Yoo Chang-Geun, o Vice-Presidente do Conselho industrial de Kaesong, os procedimentos de imigração foram retomados à 01:00 (hora de Lisboa).

Coreia do Norte: exército preparado para guerra

Pyongyang colocou segunda-feira as suas tropas em alerta e cortou as suas últimas comunicações ao nível militar com Seul para protestar contra as operações anuais entre os norte-americanos e os sul-coreanos (de 9 a 20 de Março), que considera como premissas de uma invasão do seu território.

Este complexo financiado por Seul emprega mais de 39.000 norte-coreanos, que trabalham para 98 empresas do Sul.

Os empregados do Norte são pagos a cerca de 60 dólares por mês e o complexo gera várias dezenas de milhões de dólares por ano em bens manufacturados (fatos, sapatos, sacos, utensílios de cozinha, entre outros).

Oficialmente em guerra

As relações entre as Coreias, que oficialmente continuam em guerra desde o sangrento conflito de 1950-53, deterioraram-se desde a chegada ao poder do presidente conservador sul-coreano, Lee Myung-Bak, em Fevereiro de 2008.

Pyongyang decretou no fim de Janeiro a ruptura de todos os acordos políticos e militares com o Sul, acusando-o de querer precipitar os dois países para «o limiar da guerra».

O regime comunista prometeu, por seu lado, entrar em «guerra» no caso de intercepção «do satélite» que prevê lançar, apesar das advertências de Washington, Seul e Tóquio, que temem um novo disparo de um míssil de longo alcance.