A Coreia do Norte colocou todo o seu exército em alerta e já avisou que qualquer tentativa de derrube do satélite de comunicações, que prepara para lançar, acabará em guerra. «Disparar contra o nosso satélite, que tem fins pacíficos, significará uma guerra», afirmou um porta-voz do Exército coreano, citado pelo jornal «El País».

Segundo a «BBC», o governo dos Estados Unidos e da Coreia do Sul acreditam que o lançamento do satélite é uma forma de camuflar o teste de fogo de um míssil, de longo alcance, o Taepodong-2. As notícias do lançamento deste satélite chegam dias depois do governo sul-coreano ter dado a conhecer a possibilidade do lançamento de testes de um míssil por parte da Coreia do Norte.

Pyongyang revelou que as suas tropas estão em estado de alerta, prontos para o combate, na eventualidade de qualquer tentativa em travar o ensaio. «Retaliaremos qualquer tentativa de intercepção do nosso satélite, contra-atacando com os meios militares mais poderosos», declarou uma fonte oficial à agência «Korean Central News».

O exército norte-coreano conta com 1,12 milhões de soldados, mais do dobro que a Coreia do Sul, que tem 587.000 militares.

O regime liderado Kim Jong-Il - reeleito por unanimidade no domingo - tem ainda ao seu dispor 3500 tanques, 1500 aviões e 420 navios.

Na semana passada a Coreia do Norte tinha considerado os treinos militares conjuntos entre as tropas americanas e sul-coreanas (que duram até dia 20 de Março) uma ameaça, que anteciparia uma invasão do seu território. Este aumento de tensão na região levou mesmo a Coreia do Sul a alterar as rotas aéreas comerciais, com receio de que algum avião fosse abatido.

Alguns observadores sul-coreanos consideram que este pode ter sido um pretexto para eliminar o tráfego aéreo, preparando assim o lançamento do míssil.