A Coreia do Norte manifestou, numa nota publicada pela agência oficial de notícias, disponibilidade para suspender temporariamente os seus testes nucleares se os Estados Unidos cancelarem este ano as manobras conjuntas que realizam regulamente com a Coreia do Sul.

Os Estados Unidos, que lideraram uma coligação das Nações Unidas que apoiou Seul na guerra na península coreana, mantêm atualmente na Coreia do Sul 28.500 efetivos militares e realizam várias vezes ao ano exercícios conjuntos que classificam de treino de defesa, mas que Pyongyang sustenta como provocações e ensaios de guerra para invasão do país.

No texto agora publicado pela KCNA é dito que a mensagem foi transmitida a Washington «através de um canal relevante» e que propunha a «suspensão temporária dos exercícios militares conjuntos na Coreia do Sul e arredores durante este ano, numa contribuição para a diminuição da tensão na península coreana».

Se fosse cumprida essa condição, a Coreia do Norte estaria preparada para responder com a «suspensão temporária dos testes nucleares que preocupam os Estados Unidos».

Em novembro, a Coreia do Norte ameaçou realizar um novo teste nuclear como resposta a uma resolução das Nações Unidas que procurar julgar, em tribunal internacional, as alegadas violações dos Direitos Humanos por parte do regime de Kim Jong-un.

Os peritos dos serviços secretos não detetam movimentações nas instalações de Pungye-ri – complexo no nordeste da Coreia do Norte onde o regime efetua os seus testes nucleares – qualquer movimentação que indique a proximidade de um novo ensaio.

O próprio Kim Jong-un disse no seu discurso de Ano Novo que estaria disposto a estender a mão a Seul se se cumprissem condições como o cancelamento das manobras militares entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos.