O vice-primeiro-ministro da Coreia do Norte, Choe Yong-Gon, foi executado, este ano, por um pelotão de fuzilamento, depois de se mostrar descontente com as políticas do líder do país, Kim Jong Un. A informação foi divulgada esta quarta-feira pela agência noticiosa estatal sul-coreana, Yonhap, que cita uma fonte anónima.

A Yonhap refere que a execução de Choe Yong Gon, de 63 anos, um ex-representante para a cooperação Norte-Sul, remete para a morte de uma autoridade sénior numa série de execuções de altos responsáveis desde que Kim Jong Un tomou o poder, no final de 2011.

Se esta execução for confirmada, será a segunda desde o início do ano, depois do líder supremo da Coreia do Norte ter condenado à morte o ministro da Defesa Hyon Yong-chol.
 
A reportagem da Yonhap informa que Choe Yong Gon, que tomou posse em junho de 2014, expressou, em maio, frustração com as políticas externas de Kim Jong Un. A reportagem não acrescenta mais informação.

O Ministério sul-coreano da Unificação, que regula as relações com a Coreia do Norte, informou, numa mensagem de texto recebida pela agência Reuters, que Choe Yong Gon não foi visto em público durante oito meses, e que está a monitorizar a situação.

Choe Yong-Gon, não tem sido mencionado nas notícias da agência estatal norte-coreana desde outubro de 2014, acrescenta a fonte, sendo mais um sinal de que foi eliminado.