O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse esta quinta-feira que a China pode "solucionar fácil e rapidamente" a crise nuclear e de misseis balísticos da Coreia do Norte, durante uma visita de Estado a Pequim.

Trump apelou ao seu homólogo chinês, Xi Jinping, que estava sentado ao seu lado, que trabalhe "muito intensamente" nesta questão.

Uma coisa sei sobre o vosso presidente: se trabalha em algo intensamente, consegue o que quer, não tenho dúvidas", afirmou Trump, perante os executivos das maiores empresas da China.

O líder norte-americano agradeceu a Xi Jinping os esforços que o país tem realizado na limitação das trocas comerciais com o regime de Pyongyang.

Por sua vez, o presidente chinês garantiu que as duas partes vão "continuar a trabalhar" para implementar as sanções das Nações Unidas e prolongar a paz na península coreana.

Recorde-se que Trump tem tido uma postura muito crítica em relação à forma como Pequim lida com a questão norte-coreana. Em julho, no Twitter, o presidente dos Estados Unidos disse que a China "não fazia nada" em relação à Coreia do Norte, quando "podia resolver o problema facilmente". 

Já sobre o superávit comercial da China, Trump surpreendeu muitos analistas ao dizer que "não culpa a China" de "tirar partido" nessa matéria.

O presidente norte-americano saudou a sua relação pessoal com o homólogo chinês e garantiu que ambos trabalharão juntos para resolver não só questões entre Pequim e Washington, mas também "problemas globais".

Penso que podemos resolver quase todos [os problemas] e provavelmente todos mesmo."

Xi Jinping afirmou que Pequim acredita que a cooperação entre os dois países é a "única opção correta" e que as relações bilaterais entrarão numa nova fase histórica.

Donald Trump está a realizar a primeira visita oficial à Ásia. Após as passagens pelo Japão, Coreia do Sul e China, Trump vai até ao Vietname e Filipinas. 

A visita tem sido dominada pela questão norte-coreana. No Japão, Trump disse que a Coreia do Norte é “um grande problema” que tem de “ser resolvido” e, em Seul, pediu à Coreia do Sul para fazer de polícia bom e mau com os vizinhos do norte.