O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, promoveu a irmã mais nova, Kim Yo-jong, ao “politburo”, o organismo com maior poder de decisão do país. Kim Yo-jong, de 28 anos, consolidou, desta forma, a sua posição como uma das mulheres mais influentes e poderosas do país.

O anúncio foi feito no domingo através da agência de notícias estatal. Kim Yo-jong vai ser membro suplente do "politburo", substituindo a tia Kim Kyong-hee, uma das principais figuras do regime quando o antigo líder Kim Jong-il estava vivo.

Esta decisão vem consolidar a posição de Kim Yo-jong, de 28 anos, como uma das mulheres mais influentes de Pyongyang. A irmã mais nova do líder norte-coreano já é, desde 2014, a "número dois" do Departamento de Propaganda e Agitação do Partido dos Trabalhadores.

O especialista em assuntos sobre a península coreana Duyeon Kim afirmou à CNN que este reforço de poderes “mostra que o irmão confia nela e que ela é absolutamente leal para com o irmão”.

Mas pouco se sabe sobre o perfil desta mulher, que é uma das figuras mais próximas de Kim Jong-un. Pensa-se que, tal como o irmão, Kim Yo-jang terá estudado numa escola suíça. Desde a ascensão de Kim Jong-un, é responsável por organizar os eventos públicos do líder norte-coreano e de tratar da respetiva logística e, recentemente, foi-lhe dada a tarefa de desenvolver o culto à personalidade do irmão. Está na lista negra do Departamento do Tesouro norte-americano por "violações dos direitos humanos" desde janeiro.

A promoção de Kim Yo-jang foi anunciada após uma reunião plenária do comité central do Partido dos Trabalhadores, que ocorreu este fim de semana

Kim Jong-un promoveu ainda Kim Jong Sik e Ri Pyong Chol, dois responsáveis pelo programa nuclear da Coreia do Norte.

Durante o encontro do partido, o líder norte-coreano sublinhou que o desenvolvimento de armas nucleares é fundamental para assegurar a soberania do país e combater as “ameaças nucleares” dos “imperialistas dos Estados Unidos”. 

Também este fim de semana, Donald Trump voltou a criticar a Coreia do Norte, afirmando que com Pyongyang só funciona uma coisa. Não especificou o quê, mas deu a entender que a solução para acabar com as tensões entre os dois países pode passar por um conflito.