O mistério do desaparecimento do líder da Coreia do Norte,Kim Jong-un, poderá estar finalmente explicado. Fontes da Coreia do Sul afirmam que a ausência de Kim se deveu a uma operação para retirar um quisto do tornozelo.

 

Segundo a CNN, que cita o deputado sul-coreano, Lee Cheol-woo, o quisto foi diagnosticado a Kim Jong-un entre maio e junho deste ano e poderia estar a causar danos nos nervos do músculo do tornozelo, pelo que o líder do regime mais fechado do mundo terá optado pela cirurgia entre setembro e outubro.

 

Kim Jong-un foi diagnosticado com «Síndrome do Túnel do Tarso», uma compressão ou lesão no tornozelo que causa dores ao andar, normalmente associado à obesidade, gravidez, ou, entre outros, por entorses antigas. No caso de Jong-un terá sido o seu excesso de peso e a sua rotina cansativa as causas para o problema.

 

O líder norte-coreano reapareceu a 14 de outubro depois de ter sido visto durante seis semanas. As fotos divulgadas mostram-no sentado, e de pé, mas sempre acompanhado de uma bengala que o ajuda a andar.

 

A última vez que tinha sido visto foi a 3 de setembro, quando terá ido ver um concerto com a mulher. Foi a sua maior ausência desde que foi visto em público pela primeira vez, em 2010, tendo faltado às comemorações do 65º aniversário do seu partido.

 

A mesma fonte sul-coreana também disse, à CNN, que as perseguições políticas continuam na Coreia do Norte, um seguimento da execução do tio de «Kim», Jang Song Thaek. Foram, alegadamente, executados 10 ofiiciais do partido por acusações como corrupção, problemas com mulheres, mas também, por verem uma novela sul-coreana.