O anterior chefe do Estado-Maior do exército da Coreia do Norte, que os serviços secretos sul-coreanos disseram ter sido executado em fevereiro, parece estar afinal vivo, tendo sido nomeado para altos cargos no partido único do país.

A execução, motivada por corrupção e por ter constituído uma nova fação política, nunca foi confirmada por Pyongyang, mas a Coreia do Norte nomeou um substituto de Ri Yong-gil, levando a crer que estava mesmo morto.

No entanto, o nome de Ri Yong-gil, que era uma presença habitual junto de Kim Jong-un, surgiu hoje numa lista de novos membros eleitos para vários órgãos do partido único da Coreia do Norte (Partido dos Trabalhadores).

A Coreia do Norte organizou hoje uma cerimónia que juntou uma multidão em Pyongyang para celebrar as conquistas do país, um dia depois da conclusão do VII Congresso do Partido dos Trabalhadores, o primeiro em 36 anos, e que 'coroou' Kim Jong-un presidente do partido.

Milhares de pessoas, entre civis e militares, encheram a praça Kim Il-sung, da capital, que normalmente acolhe este tipo de eventos e onde o líder norte-coreano permaneceu de pé no palco ao lado das principais figuras do regime, numa cerimónia transmitida em direto pela televisão estatal KCTV.

Kim Yong-nam, de 88 anos, presidente da Assembleia Popular Suprema e chefe de Estado honorífico do país, pronunciou um primeiro discurso em que não poupou elogios aos dirigentes da dinastia Kim e lisonjeou o progresso económico e militar do país.

O Presidente chinês, Xi Jinping, já felicitou Kim Jong-un pela sua ‘promoção’ a líder do partido único do país num congresso em que Pequim – aliado de Pyongyang – esteve ausente.

Numa mensagem enviada a Kim Jon-Un, o chefe de Estado chinês qualifica as relações com a Coreia do Norte como um “precioso bem” que foi pessoalmente “cultivado pelos líderes da antiga geração”, informou hoje a agência oficial norte-coreana KCNA.