Das negociações de alto nível, durante o fim de semana, entre os dirigentes da Coreia do Norte e da Coreia do Sul, chegam finalmente notícias de um acordo para aliviar as tensões entre os dois países. Uma luz ao fundo do túnel que deixa a porta aberta, também, ao reencontro de famílias separadas pela guerra já no início de setembro.

Ainda esta segunda-feira de manhã o clima de tensão e avisos continuava a ecoar internacionalmente, depois de as duas partes terem mantido uma maratona de negociações de alto nível durante o fim de semana. A Presidente da Coreia do Sul tinha avisado que Seul não ia “desligar” os altifalantes que difundem propaganda na fronteira com a Coreia do Norte, enquanto Pyongyang recusasse a pedir desculpa. 

Já ao final da tarde, a agência de notícias Yonhap informou que, através de uma declaração conjunta, as duas Coreias chegaram a acordo para melhorar os laços diplomáticos.  

O conselheiro de segurança nacional da Coreia do Sul anunciou outros detalhes do acordo, como a promessa de parar de transmitir propaganda contra a Coreia do Norte, a partir do meio-dia de quarta-feira, cita a Reuters. 

Como contrapartida, a Coreia do Norte acatou a advertência da presidente da Coreia do Sul e "lamentou" as provocações e os planos para levantar o "semi-estado de guerra" e iniciar uma iniciaria uma “guerra total”.

Na semana passada, Kim Jong-Un ordenou que as tropas avançassem para a linha de frente. Chegaram mesmo a bombardear uma unidade militar sul-coreana localizada na secção ocidental da fronteira. Um plano que ruiu no âmbito das negociações e, para além disso, a Coreia do Norte também disse "lamentar" os dois soldados sul-coreanos que ficaram feridos, este mês, com minas terrestres.

Quanto à reunião entre as famílias separadas pela guerra, há já indicações de que a Cruz Vermelha deverá ajudar a facilitar esse encontro.

As duas Coreias vão continuar em conversações, mas a Coreia do Sul já avisou que "não é agora o momento" de agendar uma cimeira entre as duas partes.