Seul e Washington anunciaram hoje que as suas duas maiores manobras militares conjuntas anuais começam a 24 de fevereiro, o que poderá colocar em perigo a realização do encontro de famílias separadas entre as duas Coreias programado para esses dias.

Os exercícios militares «Key Resolve» vão terminar a 06 de março e os «Foal Eagle» começam no mesmo dia, estendendo-se por quase dois meses até 18 de abril, informou hoje o Comando das Forças Conjuntas (CFC) da Coreia do Sul e Estados Unidos em comunicado.

Ambas as manobras são levadas a cabo em território da Coreia do Sul (em terra, mar e ar) e estarão orientadas para coordenar a defesa dos aliados perante um hipotético conflito com a vizinha Coreia do Norte.

Seul já advertiu que a Coreia do Norte está pronta para novo teste nuclear

O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kim Kwan-jin, advertiu, entretanto, que a Coreia do Norte está preparada para realizar um teste nuclear a qualquer momento, embora tenha descartado indícios de uma ação iminente.

Tanto o teste nuclear como um possível ensaio de mísseis «dependem da decisão dos dirigentes da Coreia do Norte», disse o ministro numa sessão parlamentar, depois de sugerir que o regime de Kim Jong-un possui os materiais, instalações e técnicas necessárias para levar a cabo ambas as ações.

Kim Kwan-jin explicou que Pyongyang já realizou os preparativos para um teste nuclear subterrâneo na sua base de Punggye-ri, no nordeste do país, a mesma que acolheu há aproximadamente um ano o terceiro teste nuclear do regime.

EUA lamentam decisão de Pyongyang de cancelar visita de enviado norte-americano

Os Estados Unidos também lamentaram hoje o cancelamento pela Coreia do Norte de uma visita prevista de um enviado norte-americano, que deveria abrir a libertação de Kenneth Bae, detido por Pyongyang desde novembro de 2012.

«Estamos profundamente desiludidos com a decisão da Coreia do Norte de retirar o seu convite ao embaixador (Robert) King», declarou o Departamento de Estado em comunicado, acrescentando «apoiar» a iniciativa do reverendo norte-americano Jesse Jackson, que propôs encontrar-se em Pyongyang para tentar libertar Kenneth Bae.

Kenneth Bae, um evangélico norte-americano de origem coreana, foi detido em novembro de 2012 e condenado a 15 anos de trabalhos forçados por ter, na opinião da Coreia do Norte, tentado derrubar o regime.