Os bancos suíços estão a divulgar os nomes dos titulares das contas que não são movimentadas há mais de 60 anos.

No país em que o segredo bancário sempre foi a alma do negócio, as novas regras, que entraram em vigor recentemente na Suíça, vieram agora permitir a divulgação desta lista de nomes de titulares de contas com 500 francos suíços ou mais (cerca de 460 euros) e que não são “mexidas” há, pelo menos, 60 anos.

Grão a grão, os cofres bancários suíços estão cheios. O total destes depósitos esquecidos perfaz mais de 40 milhões de euros e há herdeiros que podem estar ricos sem o saberem.

O Wall Street Journal dá o exemplo de Tatiana Arhangelsky, nascida em 1937, e cuja última morada conhecida apenas é descrita como “Edgewater, United States”.

Mas, também há nomes aparentemente portugueses ou de origem portuguesa na lista milionária. A BBC avança com alguns: Henri Potterat Reis Alves, Pantaleão Machado, Maria Magdalena de Moraes Dias de Oliveira, Anne-Marie de Castro, Francisco Correia Coelho de Campos, Maria Barbara Eberle ou Aurélio Manzoni.

Os titulares ou os seus herdeiros têm um ano para reclamar o dinheiro após a divulgação desta lista, que podem conhecer aqui. Passado esse tempo, o dinheiro passa para a esfera do Estado.

O cruzamento de dados não é, no entanto, imediato. Os eventuais herdeiros começam por preencher um formulário que desencadeará um processo burocrático que se pode arrastar por algum tempo, sendo necessário apresentar documentos e fazer prova.

Os nomes agora publicados correspondem a contas inativas desde 1954. Para o ano o segredo será quebrado quanto às contas sem atividade desde 1955, e por aí sucessivamente.