A Autoridade Nuclear Japonesa (ANJ) declarou uma nova situação de emergênca na central de Fukushima. Em causa o derramamento de água radioativa no Oceano Pacifico sem que a empresa Tepco, responsável pela central, consiga conter a fuga.

A ANJ diz que o derramamento de água contaminada está a aumentar e ultrapassa os limites legais de contaminação radioativa. As consequências desta fuga não são mesuráveis com precisão mas é sabido que elas podem ter consequências na cadeia alimentar humana.

No passado domingo, a Tepco apresentou o seu balanço de fuga radioativa desde 2011 até Julho de 2013, estimando-o em milhares de milhões de contaminantes radioactivos. A ANJ já fez saber que vai investigar as fugas e monitorizar a contaminação do Oceano Pacífico.

«Não sabemos qual é a causa precisa destas fugas que são mais complicadas do que pensámos», diz a Tepco, que até ao momento tem apresentado apenas soluções temporárias para atenuar o problema, injectando um produto químico para solidificar o solo. Mas o jornal Japonês «Asahi» diz que tal não é eficaz ao nível das águas subterrâneas.

Três mil técnicos e operários trabalham diariamente para desmantelar a central, mas são frequentemente confrontados com problemas relacionados com a radioatividade.

A tragédia de Fukushima aconteceu em 2011 depois de ter sido atingida por um terramoto e um tsunami provocando um desastre colossal na central.