O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse hoje que os líderes europeus estão conscientes da importância de ser alcançado um acordo sobre a Grécia no próximo sábado, pois conhecem a gravidade da situação e eventuais consequências.

Na conferência de imprensa no final da primeira sessão de trabalhos da cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE, concluída já de madrugada, Tusk apontou que houve "uma longa discussão" sobre a Grécia - depois de mais um Eurogrupo inconclusivo realizado ao início da tarde de quinta-feira -, e há noção, no seio do Conselho, de que é urgente um acordo.

O presidente do Conselho adiantou que os líderes consideraram que não há necessidade de uma nova cimeira de líderes da zona euro nos próximos dias - depois daquela já celebrada na segunda-feira -, até porque esperam que seja fechado um acordo entre a Grécia e as instituições (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) na nova reunião do Eurogrupo prevista para o próximo sábado.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, por seu turno, lamentou o "método de trabalho" que tem vindo a ser utilizado nas negociações - com sessões ao longo da madrugada -, comentando que "quando se está fatigado não se tomam boas decisões".

Por sua vez, o presidente de França, François Hollande, disse hoje que a reunião do Eurogrupo, no sábado, será “crucial” para a saída do impasse nas negociações sobre o acordo entre os credores internacionais e o governo grego.

“Considero que a reunião de sábado é crucial porque o prazo termina a 30 de junho”, disse Hollande.


A reunião de quinta-feira dos ministros das Finanças da zona euro em Bruxelas foi dada por encerrada esta madrugada, sem que tenha sido alcançado um acordo com a Grécia.

A Grécia tem até ao final do mês para pagar 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional e sem um acordo não terá dinheiro para cumprir esse compromisso.