O Conselho de Segurança das Nações Unidas "condena firmemente" o lançamento de um 'rocket' pela Coreia do Norte e vai aprovar em breve novas sanções contra o país.

A declaração do Conselho, feita este domingo, foi unânime, o que significa que foi apoiada pela China, o principal aliado de Pyongyang, e pelos restantes 14 países que compõem o Conselho de Segurança.

O órgão executivo da ONU reuniu-se hoje de emergência, a pedido dos Estados Unidos e do Japão, depois de a Coreia do Norte anunciar o lançamento de um míssil de longo alcance que a comunidade internacional considera ter sido um ensaio balístico.

O embaixador que preside atualmente ao Conselho de Segurança da ONU, o venezuelano Rafael Ramirez Carreno, já tinha afirmado que existia "consenso” dos membros para condenar o lançamento do míssil.

“Temos consenso para condenar este tipo de violação das sanções da ONU”, disse.

O lançamento ocorreu por volta das 09:00 locais (00:00 em Lisboa) e foi feito a partir da base de Sohae, também conhecida como Dongchang-ri, no extremo noroeste do país.

Segundo a televisão estatal, a Coreia do Norte assegura que o lançamento que fez de um foguete de longo alcance foi bem sucedido e que colocou em órbitra um satélite espacial de observação terrestre.

Também o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já tinha condenado o lançamento do rocket e pediu à Coreia do Norte para "parar com as ações provocatórias", após o lançamento do foguete de longo alcance.

"É profundamente lamentável que a República Popular Democrática da Coreia tenha realizado um lançamento usando tecnologia de mísseis balísticos, violando resoluções do Conselho de Segurança [da ONU] de 06 de fevereiro de 2016", considerou Ban Ki-moon, num comunicado.