Os membros do Conselho Segurança da ONU vão fazer a 29 de agosto uma terceira votação informal sobre os candidatos a secretário-geral da organização, que incluem o ex-primeiro-ministro português António Guterres, confirmou fonte diplomática à Lusa.

Nas primeiras duas votações, que ocorreram a 21 de julho e 5 de agosto em Nova Iorque, António Guterres foi o candidato mais apoiado.

Durante a votação, cada um dos 15 membros do Conselho de Segurança indica se "encoraja", "desencoraja" ou se "não tem opinião" sobre os candidatos.

Na primeira votação, a 21 de julho, Guterres recebeu 12 votos de encorajamento e nenhum de desencorajamento. Na segunda, a 5 de agosto, teve 11 votos "encoraja", dois votos "não tem opinião" e dois "desencoraja".

Na primeira votação, o ex-primeiro-ministro português foi seguido pelo ex-presidente da Eslovénia, Danilo Turk, que desceu para o quarto lugar na segunda votação. Vuk Jeremic, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, alcançou o segundo lugar na segunda votação com oito votos favoráveis e quatro "desencoraja".

Uma vez que o novo secretário-geral precisa da aprovação de todos os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, França e China), o facto mais relevante na segunda votação foi a multiplicação de votos desfavoráveis.

Neste momento, existem 11 candidatos ao cargo, metade dos quais mulheres.

Até ao momento, a ex-ministra croata Vesna Pusic foi a única que desistiu da corrida.

O Conselho de Segurança continuará a realizar votações informais sobre os candidatos até que um surja como consensual, devendo depois o conselho recomendar um nome para aprovação pela Assembleia-Geral da ONU, que reúne representantes de 193 países.

A organização espera ter encontrado o sucessor de Ban Ki-moon, que termina o seu segundo mandato no final do ano, durante o outono.

Apesar de ter uma função essencialmente de representação e mediação - o Conselho de Segurança é o órgão decisório das Nações Unidas - o secretário-geral da ONU comanda uma estrutura com 41.000 funcionários civis, com um orçamento anual de cerca de 2,7 mil milhões de dólares (2,41 mil milhões de euros) e coordena a administração das 16 operações de manutenção de paz (capacetes azuis) que a ONU tem atualmente no terreno, que mobilizam mais de 101.000 militares e polícias, com um orçamento de cerca de oito mil milhões de dólares (7,15 mil milhões de euros).