O uso de armas químicas na Síria «não pode ficar sem resposta», disse o secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, esta quarta-feira, acrescentando que a aliança militar de 28 membros continuará a consulta sobre o assunto.

«As informações disponíveis a partir de amplo leque de fontes de pontos apontam o regime sírio como responsável pelo uso de armas químicas nestes ataques», disse Rasmussen em comunicado, após uma reunião de embaixadores da NATO.

Uma fonte diplomática disse que a reunião dos embaixadores havia discutido a questão Síria em termos gerais e que o envolvimento da NATO não esteve «na agenda».

Rasmussen, que, no passado, insistiu na necessidade de uma solução política para o conflito sírio, disse que a NATO condena «totalmente» o ataque com armas químicas de 21 de agosto a um subúrbio de Damasco, que deixou centenas de mortos.

«Qualquer uso de tais armas é inaceitável e não pode ficar sem resposta. Os responsáveis devem ser responsabilizados», disse Rasmussen.

Rasmussen adiantou que a NATO vai «continuar atenta» à situação na Síria e «continuar a ajudar os Turquia, que partilha uma fronteira com a Síria», cita a agência France Presse.

Já no início do ano, a NATO, liderada pelos Estados Unidos, instalou baterias anti-mísseis na Turquia depois de várias aldeias fronteiriças terem sido atingidas por fogo de artilharia vindo da Síria.

O Conselho de Segurança da NATO esteve reunido esta quarta-feira, numa altura em que David Cameron já pediu ao Conselho de Segurança da ONU que autorize a intervenção militar no país. Os Estados Unidos estão prontos e só precisam de luz verde de Obama. No entanto, a Rússia pede ao Reino Unido que não se precipite e que «aguarde pelos resultados» da investigação dos peritos da ONU, noticia a Reuters.