Por: tvi24 | 2- 9- 2010 15: 8
Cerca de 240 mulheres, meninas e bebés podem ter sido reiteradamente violadas, após os rebeldes tomarem uma cidade na
República Democrática do Congo, diz a ONU.
Autoridades já tinham conhecimento do relato de 150 violações na cidade de
Luvungi.
A missão da ONU tem sido fortemente criticado por não fazer nada para proteger a população local, no então,
a organização refuta as críticas e avança que só soube dos violentos acontecimentos depois dos rebeldes terem deixando a área.
O incidente levou a uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU e o secretário-geral Ban Ki-moon, que
enviou um emissário para descobrir o que aconteceu realmente aquando da chegada dos rebeldes a Luvungi, a 30 de Julho, e onde
permaneceram quatro dias.
O conselho também afirmou que forças de paz na região devem fazer mais para proteger as
populações locais, os congoleses Mai Mai, dos grupos armados ruandeses das FDLR.
As FDLR, no entanto, negam que suas forças
tenham tomada parte no ataque.
Os soldados da ONU dizem que foram informados sobre os ataques 10 dias depois, embora
a base se situe a pouco mais de 30 quilómetros de distância.
A única explicação que encontram é que a população local
pode ter sido medo de represálias ou pudor em revelarem as violações.
Algumas mulheres relataram que foram abusadas
por vários homens na frente dos maridos e dos filhos
A missão da ONU na RD Congo, conhecida como Monusco - até recentemente,
a missão maior do mundo de paz - diz que intensificou as patrulhas na área «para tranquilizar a população local», relata a
agência de notícias AFP.
Leste da República Democrática do Congo ainda é atormentado pelo exército e pela violência
das milícias, apesar da guerra ter chegado ao fim em 2003.
As tropas de paz da ONU têm feito todos os esforços para
ajudar o exército local a controlar as FDLR, cujos dirigentes estão ligados ao genocídio no Ruanda em 1994.
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