O líder da Renamo, principal partido da oposição moçambicana, Afonso Dhlakama, disse na segunda-feira que o acordo com o Governo para a cessação das hostilidades e a saída do seu esconderijo estão dependentes de garantias de segurança.

«Logo que for assinado o acordo, significa que os confrontos já acabaram. O acordo também reconhece as garantias de que nenhum dos lados irá provocar o outro depois do acordo. Por isso, este acordo é muito importante, é garantia de que já podemos ter segurança», afirmou Afonso Dhlakama, numa teleconferência com simpatizantes da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), na província de Tete, centro do país, citado esta terça-feira pelo jornal «O País».

«Vamos supor que eu poderei sair hoje, tenho a minha segurança também, posso sair, passar por Vila Paiva, os da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique, partido no poder), enervam-se, disparam, os meus homens reagem e depois morre gente. É isso que queremos evitar», sublinhou Dhlakama.