Os líderes de França, Alemanha, Ucrânia e Rússia acordaram esta quinta-feira, através de uma conversa telefónica, reunir esforços para impor o acordo de paz estabelecido em Minsk, a 12 de fevereiro, e querem a fiscalização da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) no terreno.

«Os responsáveis da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa devem encontrar-se com as forças no terreno para implementar essas medidas rapidamente», lê-se no comunicado.

A informação foi divulgada pelo Presidente francês François Hollande em comunicado e surge no seguimento das violações ao cessar-fogo acordado pelos quatro países, e que supostamente entrou em vigor no sábado, dia 14.

Só nas últimas 24 horas, pelo menos 14 ucranianos morreram e 173 ficaram feridos devido a combates com os separatistas pró-russos, segundo fonte militar das forças de Kiev, citada pela Reuters.

Esta quarta-feira, Petro Poroshenko anunciou a retirada de tropas ucranianas que estavam cercadas em Debaltseve, após uma ofensiva dos rebeldes pró-russos naquela cidade estratégica do leste da Ucrânia. 

De acordo com o comunicado de Hollande, os quatro países condenam veemente os ataques que se realizaram nos últimos dias e concordaram que as medidas acordadas em Minsk têm de ser implementadas de forma imediata.

Hollande anunciou ainda que os responsáveis pela diplomacia dos quatro estados se vão reunir ao final desta quinta-feira para discutirem mais detalhes sobre este plano de paz.
 
Antes da divulgação deste comunicado, o embaixador russo na ONU, Vitali Tchourkine, tinha afirmado que, ao solicitar o envio de um contingente de manutenção da paz, o Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, parecia estar a «destruir os acordos de Minsk».

«Quando alguém, em vez de fazer aquilo que acordou fazer, promove um novo esquema, de seguida, levanta a suspeita de que defende a destruição dos acordos de Minsk», disse o diplomata, citado pela agência noticiosa russa RIA Novosti.

Entretanto, o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, ordenou que o gabinete responsável pelos recursos energéticos e a empresa Gazprom cooperassem para fornecer gás às regiões do leste da Ucrânia, sob o controlo dos rebeldes.