A União Europeia, os Estados Unidos e ministros dos Negócios Estrangeiros de vários países aliados anunciaram, num comunicado conjunto divulgado no sábado, que cabe à Rússia garantir uma trégua na Síria.

O ónus está na Rússia de provar que está disposta e é capaz de tomar medidas extraordinárias para salvar os esforços diplomáticos”, disse o grupo, que inclui ministros dos Negócios Estrangeiros da França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos e o alto representante da União Europeia.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se, neste domingo, de emergência para discutir os ataques a civis em Alepo, na Síria. O encontro está marcado para as 11:00 (16:00 em Portugal continental) e foi pedido por Reino Unido, França e Estados Unidos.

Alepo, a segunda maior cidade síria, tem estado nos últimos cinco dias sob bombardeamentos contínuos.

No sábado morreram mais de 50 civis nos ataques, que deixaram ainda dois milhões de pessoas sem acesso à água na zona norte da cidade, depois de as forças do regime terem bombardeado uma central de bombagem e os rebeldes terem encerrado outra, em retaliação.

Já hoje aviões sírios e russos voltaram a bombardear o leste de Alepo, controlado pelos rebeldes e cercado desde julho, a horas da reunião da ONU.

Os habitantes da cidade relataram ainda um bombardeamento intensivo durante a noite.

Pelo menos 101 pessoas, na maioria civis, foram mortas em bombardeamentos sírios e russos no leste de Alepo desde que o exército anunciou a operação, na quinta-feira, segundo dados do Observatório Sírio dos Direitos humanos.