A fotografia de um homem afro-americano com uns ramos na cabeça a fazerem de chifres, ladeado por dois polícias sorridentes pousando com espingardas, terá sido tirada entre 1998 e 2003 e só agora tornada pública por um um juiz do Illinois, nos Estados Unidos.
 
Os dois agentes pertenciam na altura a uma esquadra de Chicago que, entretanto, já foi alvo de outras acusações de maus-tratos a detidos, desde os agentes que alegadamente são acusados de abuso sexual, àqueles que compararam os polícias da esquadra de Homan Square como “parecidos com o Estado Islâmico”.

Os agentes em questão chamam-se Jerome Finnigan e Timothy McDermott. Nenhum deles já trabalha lá. O primeiro foi condenado por roubo e evasão fiscal a 12 anos de cadeia e o segundo despedido em 2014, precisamente pela tomada de conhecimento por parte dos superiores desta fotografia.

A votação do coletivo que decidiu o seu despedimento foi renhida. Muitos defendiam apenas a sua suspensão, mas, o seu afastamento em definitivo acabou por vencer já que a maioria entendeu que “tratar um ser humano como um animal caçado é vergonhoso e um choque de consciências”, como cita o Guardian.


Timothy McDermott tem pendente um recurso do seu despedimento e pediu ao juiz que não tornasse pública a fotografia, mas, esta acabou por chegar ao grande público.

O superintendente atualmente responsável por aquela esquadra, Garry McCarthy, classificou a imagem como de “mau gosto”.

O presidente da Câmara, Rahm Emanuel, deseja “ultrapassar este capítulo negro da história de Chicago.