NOTÍCIA ACTUALIZADA

A declaração é forte: «Não estamos em 1968. A Rússia não pode fazer o que quiser, invadir um país e sair impune». Quem o diz é que a a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, pouco antes de rumar a França e depois à Geórgia, informa a CNN.

A comparação com a invasão da República Checa e o início da Guerra Fria não é despropositada, principalmente numa altura em que se fala precisamente no risco disso voltar a acontecer. Os EUA têm a Geórgia como importante aliado no Cáucaso e querem evitar a todo o custo uma nova «Primavera de Praga».

Rússia abandona posições em Gori

Rice defende a «integridade do governo democraticamente eleito da Geórgia» e aproveita para condenar as acções do inimigo: «Os ataque russos foram para além da questão da Ossétia do Sul, pois bombardearam Gori e destruíram as infra-estruturas georgianas. É por isso que a comunidade internacional e os EUA falam de consequências».

«Os problemas da Ossétia do Sul com a Geórgia poderiam ter sido resolvidos com muita calma, pela via negocial. Ao ampliar o conflito, a Rússia colocou em perigo as vidas dos civis na Ossétia e na Geórgia», acrescentou.

Condoleezza viaja, agora, para Paris, onde irá encontrar-se com Nicolas Sarkozy e seguirá posteriormente para Tbilissi, com o intuito de reforçar o apoio a Mikhail Saakashvili.

Rússia rejeita insinuações

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, «rejeitou as insinuações» de violações do cessar-fogo por parte das tropas russas presentes na Geórgia, numa conversa telefónica com a homóloga norte-americana, segundo a diplomacia russa.

Durante uma conversa, organizada por iniciativa de Washington, Lavrov respondeu a questões da secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice sobre a situação da Ossétia do Sul e na Abkázia e forneceu esclarecimentos sobre a base do plano para a resolução dos conflitos, segundo um comunicado do Ministério.

Lavrov «rejeitou as insinuações sobre o incumprimento por parte da Rússia dos princípios da resolução contidos nos acordos concluídos entre o Presidente russo Dmitri Medvedev e o francês Nicolas Sarkozy», adianta o texto.