Jonathan Fleming, de 51 anos, passou metade da vida preso, acusado de um homicídio que ocorreu em Brooklyn, Nova Iorque, nos Estados Unidos, em agosto de 1989.

Flemming sempre alegou a inocência e conseguiu prova-la após 24 anos e oito meses de detenção. Ele, afinal, estava a milhares de quilómetros, na Florida, de visita à Disney.

Numa história sem encanto, o final ainda está para ser escrito. Declarada a inocência, este homem de meia-idade tem que reencontrar-se sendo que o homem de 25 anos que foi detido já não existe e estes 25 anos que passou pelos corredores de prisões alteraram para sempre o curso da sua vida. Isso mesmo atestou o advogado de defesa que confrontou o homem com a surpresa e a «certeza de que este é só o primeiro passo» de uma vida nova, como conta o «The Teleqraph».

Flemming nunca «perdeu a fé» e saiu do tribunal na terça-feira em lágrimas.

Flemming foi acusado com base numa testemunha ocular, mas, reaberto o processo, não havia que negar as provas dos recibos de hotel na Florida, das chamadas feitas para a antiga namorada que testemunhou a seu favor e o depoimento da própria mãe, que estava de férias com o filho e que jurou pela sua inocência.

Aliás, o homem livre e em lágrimas, à saída do tribunal, beijou a mãe de 79, que o aguardava. Aquele homem pode ter perdido a liberdade durante 25 anos, mas a mãe nunca perdeu o filho.