Um tribunal indiano condenou esta quinta-feira 24 pessoas por um massacre durante conflitos religiosos há 14 anos, quando o primeiro-ministro, Narendra Modi, era ministro-chefe do Estado de Gujarat.

De acordo com a AFP, o juiz absolveu outras 36 pessoas por falta de provas relacionadas com a matança de 69 muçulmanos, que se tinham refugiado num complexo residencial na cidade de Ahmedabad durante os motins.

Este massacre foi um dos piores episódios ocorridos nos dias de conflito em Gujarat, em 2002, que no total deixaram mais de mil mortos.

O julgamento dos acusados pelo massacre foi adiado por diversas vezes devido a recursos e petições, tendo mesmo alguns dos réus morrido durante o processo.

Narendra Modi foi na altura acusado de ter fechado os olhos à violência, o que sempre negou.

A violência surgiu na sequência da morte de 59 peregrinos hindus num incêndio num comboio, a 27 de fevereiro de 2002, inicialmente atribuído a muçulmanos.

Os motins que se seguiram foram dos maiores confrontos religiosos ocorridos na Índia desde a independência do país da coroa britânica, em 1947.

Mais de 100 pessoas foram até hoje condenadas pela violência desses dias.