O travesti Conchita Wurst, vencedor do Festival da Eurovisão, deu um mini-concerto esta quarta-feira no Parlamento Europeu, em Bruxelas, a convite da deputada ecologista austríaca Elrike Lunacek.

A organização do espetáculo procurou levantar a discussão sobre a adoção e o casamento por e de pessoas do mesmo sexo. Wurst discursou antes de começar a atuação e voltou a frisar os seus pensamentos sobre a tolerância e a liberdade individual.




«Repito sempre a mesma coisa [as palavras tolerância e respeito] e devemos continuar a trabalhar porque o objetivo ainda não foi alcançado», disse o cantor.

Wurst é favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. «O direito de amar quem se quer é totalmente humano. Toda a gente quer viver livremente e em paz, não compreendo aqueles que o querem impedir», acrescentou, defendendo  que o ideal será a abolição da distinção das pessoas por preferências sexuais ou cor da pele. «Não percebo por que é que os homens da política têm tanto medo do casamento entre pessoas do mesmo sexo», concluiu. 

Num breve concerto, o cantor interpretou vários temas conhecidos como «Believe», de Cher, o original «That’s what I am», «Unchain My Heart», de Joe Cocker, e  a música que lhe deu o troféu da Eurovisão, «Raise lika a fenix». No final ainda houve tempo para alguns autógrafos e fotografias com as centenas de pessoas que esperaram para assistir ao espetáculo.