Os Estados Unidos da América (EUA) permitem que qualquer cidadão seja portador de arma de fogo para defesa pessoal, mesmo que essa pessoa seja invisual. A liberdade prevista está a alarmar algumas pessoas, que consideram a medida um perigo para a sociedade.

Por terras de Barack Obama não são só os cães-guia que oferecem proteção aos invisuais. No país da liberdade, os cegos também podem ter armas e providenciar a sua própria proteção.

A cadeia de notícias BBC descreve o momento em que Carey McWilliams, acompanhado por um cão-guia, se dirigiu às autoridades no Dakota para renovar a licença de porte de arma. A agente que estava na esquadra informo-o que tinha de fazer um teste de tiro. Ele disse «não há problema».

«Bem, vejo todas as provas de que é cego, mas passou no teste por isso tem direito à licença de porte de arma», disse o xerife da esquadra e sublinhou que nunca tinha assistido a algo parecido.



Se em Dakota a lei não restringe a atribuição de licenças, na Florida uma «incapacidade física para segurar e manusear a arma com segurança» é motivo para não conceder a permissão de posse e uso de arma. Mas a maioria dos estados norte-americanos não requer nem um teste de tiro, ao contrário do que aconteceu em Dakota.

Há quem defenda que o uso de armas de fogo por invisuais significa um perigo para a sociedade. McWilliams não concorda, considera que os cegos estão mais vulneráveis à criminalidade e que o uso e porte de arma é só mais uma forma de se protegerem.