O maior banco da Austrália admitiu ter perdido os dados de 20 milhões de contas em maio de 2016, embora assegure que a segurança dos clientes não foi afetada.

De acordo com o Commonwealth Bank da Austrália (CBA), não há provas de que as informações, armazenadas em fitas magnéticas, tenham sido destruídas por uma empresa subcontratada para executar essa tarefa.

As informações incluíam o nome e endereço do cliente, o número da conta e os dados das transações entre 2000 e 2016.

O presidente do CBA, Angus Sullivan, descreveu os eventos como inaceitáveis, mas assegurou que as fitas não continham senhas ou códigos que possam afetar a segurança das contas.

"Não podemos confirmar que as fitas foram destruídas, mas a investigação indica que muito provavelmente foram", disse Sullivan à televisão pública ABC.

"A informação nas fitas é uma informação parcial usada para gerar extratos e que por si só não é totalmente suficiente para qualquer atividade fraudulenta", acrescentou.

Em abril, o banco admitiu que cobrava comissões aos clientes por serviços que estes não usufruíam. Uma prática que passou depois para clientes que o banco sabia que já tinham morrido.

O banco também foi processado pelas autoridades por suposta manipulação da taxa de referência do câmbio bancário e enfrenta multas de vários milhões de dólares por violar várias leis contra branqueamento de dinheiro e financiamento do terrorismo.

Na sequência dos escândalos, o banco anunciou a reforma do diretor-executivo, com efeito em junho de 2018.