A Comissão Europeia saudou esta terça-feira os esforços de todos os estados-membros da União Europeia para receber mais 120 mil refugiados, na sequência de um acordo alcançado esta terça-feira, em Bruxelas, numa reunião extraordinária de ministros da Justiça e do Interior.

Em comunicado, o executivo comunitário elogiou a “importante decisão de recolocar 120 mil refugiados da Grécia, Itália e outros Estados-membros diretamente afetados pela crise, menos de três semanas depois” de ter sido feita uma proposta nesse sentido.

A Comissão Europeia destacou, em particular, o “trabalho incansável da presidência luxemburguesa do Conselho Europeu” e garantiu que a União Europeia pode agora avançar para a recolocação de um total de 160 mil pessoas, nos próximos dois anos.

Quer a Comissão, quer as agências europeias vão agora organizar-se com os países para conseguirem a “necessária coordenação para implementar os mecanismos no terreno”.

No comunicado, Bruxelas refere esperar que os ministros do Interior trabalhem na próxima reunião de 08 de outubro sobre outras propostas, nomeadamente a lista dos países seguros de origem e a reforma do sistema de Dublin (legislação europeia que regula o processo de candidatura para os refugiados que procuram asilo político).

O executivo, liderado por Jean-Claude Junker, referiu ainda que devem ser analisadas as origens do atual fluxo migratório, acrescentando que na reunião de quarta-feira, em Bruxelas, dos governantes dos Estados-membros serão discutidas “prioridades imediatas que são necessárias para enfrentar a instabilidade” e “pressão” causadas em vários países pela crise dos refugiados.

A presidência luxemburguesa da União Europeia já anunciou, na rede social Twitter, que os ministros do Interior europeus aprovaram por uma ampla maioria a repartição de 120.000 refugiados.

Votaram contra a Eslováquia, Roménia, República Checa e Hungria, enquanto a Finlândia se absteve.

No total, Portugal deverá receber cerca de cinco mil refugiados.