A vencedora do Prémio Nobel da Paz de 2014, Malala Yousafzai afirmou, durante uma cerimónia para prestar homenagem às vítimas de um atentado no Paquistão, que os comentários de Donald Trump sobre os muçulmanos são “trágicos e cheios de ódio” e revelam preconceitos.

Malala foi a última de uma série de personalidades conhecidas do grande público a deixar a sua opinião sobre os comentários do candidato à presidência dos EUA, que afirmou pretender “ barrar a entrada dos muçulmanos nos EUA”.
 

“É realmente trágico ouvir estes comentários que estão cheios de ódio, cheios desta ideologia de ser preconceituoso em relação aos outros”.


Para além da ativista, Mark Zuckerberg, Hillary Clinton e David Cameron já vieram a público reprovar as declarações do multimilionário. O primeiro-ministro do Reino Unido classificou os comentários de Donald Trump de “ divisionistas e inúteis”.

De acordo com o The Guardian, também na cerimónia, organizada pela vencedora do Nobel da Paz e que teve lugar em Birmingham, o pai de Malala, Ziauddin Yousafzai, criticou o candidato do Partido Republicano.
 

“Vai ser muito desleal, muito injusto, associar 1,6 mil milhões de muçulmanos a algumas organizações terroristas”.


No evento criado para homenagear as vítimas de um atentado talibã a uma escola a 16 de dezembro de 2014, em Peshawar, que vitimou 134 crianças, Malala recordou os ataques de 13 de novembro e defendeu que é preciso mudar a mente dos terroristas através da educação.
 

“Estão a acontecer estes ataques terroristas, por exemplo o que aconteceu em Paris e em Peshawar há um ano. Se queremos acabar com o terrorismo precisamos de ter educação de qualidade, para derrotar a mentalidade terrorista e o ódio”.