Os dois maquinistas do comboio que descarrilou em Santiago de Compostela, nesta quarta-feira, saíram ilesos e participaram nas operações de ajuda aos feridos.

O «La Voz de Galicia» falou com um dos maquinistas que, segundo o jornal, não parava de dizer as palavras «Descarrilei, que vou fazer, que vou fazer».

O jornal «El País» refere que um dos maquinistas foi interrogado pelas autoridades e reconheceu que o comboio entrou a grande velocidade na curva onde se deu o acidente, admitindo que viajava a cerca de 190 quilómetros/hora numa zona limitada a 80, informaram fontes da investigação citadas pela imprensa espanhola.

Na curva onde o comboio descarrilou a velocidade permitida é de 80 kms/h e o maquinista reconheceu que fez a curva anterior à do acidente a 200 kms/h.

O ministério do Interior espanhol já descartou a hipóteses de um atentado como causa do acidente, mas a possibilidade de falha humana continua presente, nomeadamente o excesso de velocidade a que o comboio circulava.

[atualizado às 10:04 de 25/07/2013]