O Governo colombiano estendeu por seis meses o prazo para a extração de armamento e material instável dos esconderijos das Forças Armadas Revolucionárias (FARC), anunciou esta terça-feira o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas.

Habilitou-se a força pública por um período de mais seis meses para continuar a extração desse armamento explosivo sob os mesmos protocolos que se aplicavam quando eram as Nações Unidas”, disse Villegas, num comunicado sobre a medida que entrou em vigor na passada sexta-feira.

Esses trabalhos eram anteriormente realizados pela Missão das Nações Unidas na Colômbia.

Villegas recordou que a antiga guerrilha das FARC facultou informações relativamente à localização de 972 esconderijos, dos quais 759 foram verificados. Segundo o acordo entre as partes, a verificação dos restantes redutos da guerrilha é responsabilidade das forças colombianas.

Os 277 que faltam serão verificados em três fases, com aproximadamente 90 esconderijos por fase, cada uma com a duração de 30 dias, e sempre sob a coordenação da Polícia Nacional com as Forças Militares e com financiamento do Fundo Paz", acrescentou.

A missão da ONU na Colômbia deu por concluído, em 15 de setembro, o desmantelamento de 750 dos 972 esconderijos das FARC dispersos pelo país, de onde foram retiradas 1.238 armas e 26.489 quilos de explosivos diversos.

A ONU recuperou ainda 488.489 munições de diferentes calibres de armas ligeiras, 4.277 granadas, 2.647 minas antipessoais, e 1.767 granadas de morteiro, entre outros, informou na altura a missão, em comunicado.

Em novembro de 2016, o Governo colombiano e as FARC assinaram um acordo de paz, mediante o qual a guerrilha se converteu, a 1 de setembro passado, num partido político.

O acordo de paz prevê ainda o regresso dos membros da FARC à vida em sociedade, após a conclusão do desarmamento.